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O MEDO E A INSEGURANÇA BASEIAM-SE NO DESCONHECIMENTO

"Bom dia professor! O meu nome é Marcia e trabalhei em um banco por muito anos. Quando retornei das minhas férias encontrei uma carta em minha mesa que dizia: infelizmente por X motivos estamos te dispensando.
Fiquei quase um ano chorando, reclamando, com medo e principalmente tendo pena de mim mesma.
Preciso reverter esta situação. Sei que o senhor tem experiência em casos como o meu… poderia me ajudar?"
_Cara Marcia, Deus não fecha nunca uma porta sem deixar uma janela aberta.
O banco talvez tenha te dispensado por você não estar mais correspondendo com suas expectativas, porém o ponto principal é que você já não estava mais acreditando em sí mesma, e isto estava transparecendo aos seus empregadores e principalmente aos seus clientes.
Foi apenas um empurrãozinho para que você procurasse um outro emprego. Não fique procurando culpados, procure uma saída.
Devemos sempre nos espelhar em pessoas que são exemplos de fé, amor, determinação e coragem.
Abaixo uma história verídica, que mostrará com muita coragem, como reverter certas situações.

Jéssica nasceu sem braços devido a uma rara enfermidade congênita.
Como qualquer criança, não entendia porque não tinha braços como as demais pessoas. Era difícil ser diferente.
Sem embargo, tomou parte em diversas atividades como ginástica, ballet e canto para crianças, realizadas em grandes cenários.
Quando jovem, se enfadava batendo os pés e gritando em suas birras por não ter braços.
Não obstante, centrou toda sua energia na prática de esportes.
Para Jéssica, o maior desafio por ter nascido sem braços, mais que a adversidade física, eram as constantes encaradas das pessoas.
Ela se irritava muito quando as pessoas a olhavam caminhando pela rua ou pela maneira de comer com os pés.
Porém, tinha aprendido a ver o lado positivo dessas situações, que lhe deram a oportunidade de utilizar esse canal de vibrações positivas e ser um exemplo de otimismo.
Seus pais foram seus modelos de conduta e seus pilares de apoio.
Sua mãe sempre diz que poderá fazer qualquer coisa a que se propor.
Seu pai não derramou uma lágrima quando nasceu porque não a via como uma vítima.
É difícil ser pai de um filho incapaz.
"Papai foi minha rocha durante os tempos difíceis e é quem formou a pessoa que eu sou atualmente."
Quando pela primeira vez aprendeu a dirigir um automóvel, foi graças ao uso de modificações especiais.
Sem embargo, depois de ter aprendido bem, decidiu suprimir as modificações e agora é titular de uma permissão para dirigir sem restrições.
Graduada em Psicologia pela Universidade do Arizona, ainda atrai olhares quando abastece seu carro nas bombas de gasolina.
Ela pode escrever 25 palavras por minuto, secar o cabelo, maquiar-se normalmente e trocar as lentes de contato como qualquer outra pessoa.
Jéssica com 26 anos e 1,55 metros de altura é a primeira mulher piloto na história da aviação, e pilota sem braços.
Esta mulher, inspiradora e heroína para muitos, irradia felicidade e um grande senso de humor.
No dia das Mães em maio do ano passado, voou sozinha com um letreiro suspenso que acertadamente dizia: olha mamãe, sem mãos!
Até este ano tinha contabilizado aproximadamente 130 horas de vôo sozinha e afirma: o medo e a insegurança baseiam-se no desconhecimento.

"Quando ainda não voava, me dei conta de que meu temor era porque eu não sabia muito sobre isto.
Há um medo universal na gente, é o temor da insuficiência e da falta de fé em nós mesmos."

Graças a sua confiança, perseverança, preparação e ambição, Jéssica tem percorrido um longo caminho para converter-se em quem é hoje.
Além de ser uma grande profissional, ela também tem sido incentivadora na Rede Internacional de Crianças Amputadas nos últimos cinco anos.
Jéssica espera casar-se e ter filhos.

"Sei que será difícil ter uma família, mas sei que serei uma boa mãe", e diz entre risos:
_difícil vai ser para o pretendente pedir minha "mão" a meus pais.
Não tenho braços, mas não é isso que determina até onde eu posso chegar.

Conclusão:
Nosso temor mais profundo não é que sejamos insuficientes, é que sejamos poderosos além da medida.
O ser humano precisa ter momentos baixos na vida para sentir ainda mais fortes os momentos emocionantes.
Quanto maior for a dificuldade, maior será a glória!
E você? O que te faz falta agora para reagir?

Prof. Osmar Coutinho - Conferencista - www.osmarcoutinho.com.br

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