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Palestra de Motivação, Palestrante de Motivação

SALÁRIO DE FOME!

Prof. Osmar Coutinho, acho não... tenho certeza que ganho muito mal !!!
Este é o meu 9º emprego, não consigo ficar muito tempo num único lugar; pois ninguém reconhece o meu esforço.
Trabalho oito horas por dia e não vejo o resultado no final do mês.
Reclamo sim, pois quem “não chora não mama”.
Ganho pouco mas em contrapartida também faço tudo para trabalhar pouco.
O senhor tem alguma dica para quem não consegue pagar as contas no final do mês? Ou quando consegue pagar algumas, outras ficam para o próximo mês?


Caro amigo, fico feliz com sua sinceridade, mas você já apontou involuntariamente a resposta para o seu problema, comum na maioria das pessoas.

Primeiro: é o seu 9º emprego, isto quer dizer que você está sempre a procura do melhor emprego e não trabalha direito em nenhum.
Segundo: tem certeza que ganha mal e não faz nada para mudar.
Terceiro: trabalha oito horas, isto quer dizer que você se preocupa mais com o relógio do que com o seu trabalho.
Quarto: reclama com a barriga cheia, tem um trabalho e não está desempregado.
Quinto: por ganhar pouco, faz questão de trabalhar pouco, isto quer dizer “tenta apagar o fogo com gasolina”.

Então meu amigo, são contínuas as reclamações a respeito da baixa remuneração que como dizem: não dá pra nada!
Ouve-se dizer que o dinheiro que se ganha ao final do mês mal dá para quitar débitos anteriormente assumidos.
O estranho em tudo isso é que, se as reclamações pela melhoria dos salários provém de todas as classes trabalhistas, o que se verifica em questão de qualidade de trabalho é quase o caos.
Não se percebe, falando de forma generalizada, que as pessoas não se preocupam em “realizar bem a sua tarefa”.
Contrata-se um jardineiro para colocar em ordem o jardim e o que se obtém é uma poda mal feita, grama mal aparada, terra mal espalhada pelos canteiros.
Entrega-se uma criança aos cuidados de uma babá e se percebe a má vontade com que segue os passos vacilantes do pequeno, inquieto e vivaz.
Recomenda-se um idoso enfermo a determinado atendente e nos surpreendemos com a forma com que ele é tratado, às pressas, sem atentar para detalhes.
Balconistas apressados, servidores públicos desatenciosos, empregadas domésticas despreparadas e até vendedores impacientes e sem compromisso com metas e com a empresa.
Em todos os lugares nos deparamos com funcionários que somente pensam em olhar para o relógio, no aguardo do final do expediente, atendendo suas tarefas com descuido e até desleixo.
À conta disto, decai a qualidade e trabalhos contratados são concluídos e entregues de forma afoita.
Se digno é o trabalhador do seu salário, é também muito justo que o trabalhador execute o seu trabalho com comprometimento, garra, disposição e cuidado.
Que nos custará, na qualidade de jardineiros, atender à poda devidamente, afofar a terra com carinho? Afinal, as plantas dependem de nós.
Quantos minutos a mais perderemos se nos detivermos junto aos clientes, atendendo as suas necessidades e não simplesmente empurrando produtos/serviços somente por preço, sem qualidade, afim de simplesmente cumprirmos a nossa cota ou meta mensal?
E poderemos acaso nos dar conta da responsabilidade que é zelar pelos passos de um bebê?
Podemos avaliar o quão emocionante é acompanhar o desenvolvimento de um ser tão pequeno, e vê-lo a cada dia vencer mais um obstáculo?
Não importa qual seja nossa profissão, qual seja a nossa tarefa.
O que importa, e muito, é que a realizemos com amor, comprometimento, aprimorando-nos na sua execução.
Quer se trate de lavar uma simples peça de roupa ou lidar com sofisticados aparelhos computadorizados; é necessário que nos conscientizemos de que, tanto quanto desejamos receber dos demais o melhor, compete-nos doar o melhor.

Conclusão:
Portanto, antes de prosseguirmos a reclamar da nossa remuneração, revisemos a real qualidade dos nossos serviços.
Preocupemo-nos muito mais em nos tornarmos excelentes profissionais, o que significa criaturas responsáveis, ativas, competentes, que a nossa remuneração crescerá de acordo com os nossos esforços.


Prof. Osmar Coutinho - Conferencista - www.osmarcoutinho.com.br

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